O Natal de Jesus é a expansão da Fraternidade Ecumênica

O Natal de Jesus é a expansão da Fraternidade Ecumênica. Esse sentimento, que deve ser constante, pode nos fazer subsistir como seres humanos civilizados. A Solidariedade sem fronteiras resume a proposta que a Legião da Boa Vontade, desde sua fundação, em 1o de janeiro de 1950, vem apresentando ao nosso país e ao mundo. Alguma coisa a mais tem de ser aliada ao ideal de tanta gente boa que deseja ver um “Brasil melhor e uma Humanidade mais feliz”, para que, a certa altura da vida, não se declare desiludida, desesperançada, quase que derrotada. Talvez porque não tenha percebido o alto significado do espírito de Caridade, que é muito mais que um simples ato de socorrer um pedinte, pois se trata de verdadeira estratégia, capaz de fazer sobreviver o ser humano e tudo aquilo que lhe é necessário à vida.

                                      

A ambiência do 25 de Dezembro deve ser a da Fraternidade Total, agora, mais do que nunca, imprescindível ao mundo, para que o ser humano de fato se transforme no cidadão planetário, que positivamente saiba defender-se da exploração mundial endêmica.

Não somente o corpo fica enfermo, a sociedade também. Visando contribuir para melhorar esse estado de coisas, erguemos em Brasília, o Templo da Boa Vontade (TBV), que é o Templo do Ecumenismo Irrestrito, ou, ainda, o Templo do Coração, pronto a agasalhar toda e qualquer criatura humana e espiritual, isto é, o Capital de Deus. O Templo da Paz, como também é conhecido, com o Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, é o monumento mais visitado de Brasília/DF, segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF).

                                                    

Realçamos a necessidade imperiosa de viver-se o Natal Permanente, o Natal diário para a fome (espiritual e física) do povo, que também é diária.

Lei da Solidariedade Universal

O Novo Mandamento de Jesus é o denominador comum capaz de, fraternalmente unindo, pacificar os corações. É a Religião da Amizade, do Bom Companheirismo, destacado por João Evangelista, no Apocalipse. É a Lei da Solidariedade Universal, portanto espiritual, moral e social.

Giuseppe Mazzini

Religião é para dirimir conflitos que nascem da intimidade, enquanto egoísta, do ser humano. Asseverou Giuseppe Mazzini (1805-1872), patriota e revolucionário italiano: “A Vida nos foi dada por Deus para que a empreguemos em benefício da Huma­nidade”.

Alziro Zarur  

O saudoso fundador da LBV, Alziro Zarur (1914-1979), ensinava que: “O ser humano foi criado de tal forma que só pode ser feliz praticando o Bem”.

E Augusto Comte (1798-1857), o filósofo do Positivismo, concluía: “Viver para os outros é não somente a Lei do dever, mas também da felicidade”.

O antropófago alimentar-se com talheres

O ser humano é quem realiza o mundo: se ele estiver espiritualmente mal, a sociedade não poderá encontrar-se bem. É matemático.

Sem a vivência do Amor Fraternal, o ser humano será sempre um desajustado. (...) É resultado da vida antinatural que as multidões levam. Basta ver a estúpida agressão à Natureza, que não cessa... Que é isso, senão suicídio? Nós não somos apenas corpo, mas igualmente Espírito, ao qual pouca atenção a comunidade moderna tem oferecido, por restringir seu conceito a cérebro e mente, resultantes, pois, de ação meramente orgânica, nada mais do que isso. Daí a cultura autofágica que nos ameaça. Alguém já perguntou, analisando o comportamento humano ao longo da História, se é progresso o antropófago alimentar-se utilizando talheres.

Leonardo da Vinci

Ernst Izgur, pensador espiri­tualista, cita desabafo atualíssimo de um dos maio­res gênios da Renascença, Leonardo da Vinci (1452-1519): “Que civilização é esta em que tudo o que o homem constrói serve para a destruição dele próprio?”.

A grande lição dos 2 mil anos de Cristianismo

Ora, minhas Amigas e minhas Irmãs, meus Amigos e Irmãos, quando há pobreza de Amor, há fartura de ódio. E o resultado disso é a miséria terrena. Rico é aquele que ama.

Se conseguirmos como cidadãos do mundo, nesta época de globalização, finalmente ser mais humildes e generosos, saberemos tirar do Natal de Jesus seu grande ensinamento para todos os dias. Eis a grande lição que fica: é necessário que o Natal de nosso Divino Mestre se multiplique como a expansão da Fraternidade, pois não haverá sobrevivência sem ela.

Profeta Isaías e a poluição da Terra

Isaías

À mundialização das ambições des­medidas, devemos antepor a da Solidariedade sem fronteiras. Ou não restará ninguém para contar a História. Que o diga o Profeta Isaías, no seu famoso livro, 24:3, 5, 12, 13 e 20:

“3 A terra será de todo devastada e totalmente saqueada, porque o Senhor Deus é quem proferiu esta palavra.

“5 Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores (portanto, não por causa de Deus), porquanto transgridem as leis, violam os estatutos, e quebram a aliança eterna.

“12 Na cidade reina a desolação, e a porta está reduzida a ruínas*1.

“13 Porque será na Terra, no meio destes povos, como o varejar da oliveira, e como o rebuscar, quando está acabada a vindima.

“20 A terra cambaleia como um bêbado, e balanceia como rede de dormir. A sua transgressão pesa sobre ela. Ela cairá e jamais se levantará”.

Significa dizer que o célebre vidente da Escritura Antiga, com acerto de milhares de anos, anteviu a poluição do ar, das terras, das águas, do ser humano, a ruína do ecossistema, o ferimento da camada de ozônio e outras barbaridades causadas pela insensatez dos seres terrestres, fatos que comprovam a atualidade das previsões do Evangelho e do Apocalipse de Jesus, no Novo Testamento.

Não foi sem propósito que o Cristo afirmou: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão”*2 (Boa Nova, segundo Mateus, 24:35).

Verniz de civilidade do moderno troglodita

A ambiência do Natal deve constantemente inspirar a Religião, a Filosofia, a Ciência, a Economia, a Arte, os Esportes e, mais em parti­cular, a Política, enfim, todos os setores da cultura universal.

Não compreender a necessidade de buscar viver, permanentemente, o verdadeiro espírito do 25 de dezembro, numa época de materialismo desagregador, significa possuir, apesar de todo o avanço tecnológico vigente, apenas o verniz de civilidade por cima de uma inconsciência de causar inveja ao mais convicto dos trogloditas.

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*1 Nota do autor — Antigamente, as cidades eram cercadas de muros. Tinham portas, que abriam e fechavam, para que o povo entrasse e saísse. Elas eram fechadas à noite e também durante os cercos dos inimigos, quando estes queriam invadi-las. Ora, dizer o Profeta que “a porta está reduzida a ruínas” significa estar a cidade indefesa (no caso, o próprio mundo), por isso nela “reina a desolação”.

*2 Esta passagem do Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 24:35, faz parte do Oratório “O Mistério de Deus Revelado”, de autoria de Paiva Netto, com orquestração de Vanderlei Pereira, que já vendeu mais de 500 mil CDs no Brasil.

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